Golfinho Rosa ameaçado de extinção por poluição da água

PESCA PREDATÓRIA E ACIDEZ DE OCEANOS

Pink Dolphin

Os poucos golfinhos cor-de-rosa ainda existentes no planeta correm o risco de desaparecer das águas de Hong Kong se medidas urgentes não forem tomadas contra a contaminação e outras ameaças.

A população de animais caiu de 158 indivíduos em 2003 para 78 em 2011, com uma nova diminuição prevista para o ano de 2012, segundo a Sociedade de Conservação dos Golfinhos de Hong Kong.

Os biólogos consideram que a população desta espécie diminuiu de forma considerável nos últimos anos pela pesca predatória, o aumento do tráfego marítimo, a poluição da água e o desenvolvimento costeiro.

Os “golfinhos brancos chineses”, únicos por sua cor rosada, são uma variedade genética do golfinho-corcunda-indopacífico, outra espécie ameaçada, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Golfinho Rosa

As más notícias ambientais, entretanto, não param por aí.

O Oceano Ártico está sofrendo uma rápida acidificação devido às emissões de CO2, um fenômeno que ameaça o frágil ecossistema da região.

A acidez das águas do planeta aumentou 30% desde o início da era industrial, alcançando um nível não igualado nos últimos 55 milhões de anos, advertiram cientistas em conferência internacional sobre a acidificação dos oceanos reunidos em Bergen (sudoeste da Noruega).

O Oceano Ártico é mais vulnerável que outros porque as águas frias absorvem mais CO2 e porque recebe a água doce proveniente dos rios e do degelo, o que o torna menos apto a neutralizar quimicamente a capacidade de tornar ácido o dióxido de carbono.

Além disso, o crescente degelo durante o verão deixa descobertas superfícies marinhas cada vez maiores, que contribuem para esta absorção.

VIDA MARINHA EM RISCO

No mar da Islândia e no mar de Barents, o PH (potencial hidrogeniônico) diminuiu cerca de 0,02 por década desde o fim dos anos 1960.

Ainda que as emissões de CO2 se detivessem hoje, dezenas de milhares de anos serão necessários antes que os oceanos alcancem novamente seu nível de acidez anterior à era industrial de dois séculos atrás, segundo o pesquisador norueguês Richard Bellerby, principal autor de um relatório científico sobre este tema.

Ainda pouco conhecida e de impacto desigual, de acordo com as diferentes áreas, inclusive no interior da única região do Ártico, a acidificação coloca em risco os corais, os moluscos e outros organismos com concha, como a “borboleta-do-mar” (pterópode), cuja capacidade de calcificação se vê alterada.

Algumas espécies como os ofiuroides, organismos marinhos parecidos com as estrelas do mar, estão diretamente ameaças de extinção, e os depósitos de pescado também podem ser afetados.

Em consequência, estão em jogo a pesca tradicional, o turismo ou o modo de vida das populações autóctones.

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