Ganância de bancos e elite financeira coloca o povo nas ruas


Anonymous - Occupy Wall Street

PROTESTOS CONTRA A ROUBALHEIRA

O Chefe de Redação

A ganância dos bancos foi liberada para valorizar qualquer lixo que pudesse proporcionar altos lucros e gordas bonificações. Quando a realidade veio à luz utilizaram recursos públicos para garantir os interesses econômicos de quem na realidade havia perdido tudo, porém como estes são os super-ricos deu-se um jeito de mantê-los com todo o patrimônio que possuiam.

CRISE FINANCEIRA E RISCOS À DEMOCRACIA

Por Jorge Nogueira Rebolla *

A atual crise econômica [que estoura em protestos globais] foi gestada por dois erros monumentais, ambos com endereço certo.

A menor foi a política de forçar, a partir da década de 1990, a concessão de financiamentos imobiliários para quem não tinha renda suficiente para pagar a hipoteca, e conseguir os votos dos falsos prósperos.

A maior foi a desregulamentação do mercado em troca do apoio e das “doações” dos manipuladores do mercado financeiro.

No início as duas andaram de mãos dadas. Os financiamentos imobiliários podres foram reembalados e negociados com alta margem de rentabilidade.

Com a porteira aberta a ganância dos operadores do mercado financeiro [bancos] foi liberada para valorizar qualquer lixo que pudesse proporcionar altos lucros e gordas bonificações.

O Fed [o Banco Central dos EUA] e a Casa Branca fizeram de conta que nada tinham a ver com isto.

Quando a realidade veio à luz utilizaram recursos públicos para garantir os interesses econômicos de quem na realidade havia perdido tudo, porém como estes são os super-ricos deu-se um jeito de mantê-los com todo o patrimônio que possuiam. (…)

O abalo norte-americano atingiu o sistema financeiro dos demais países da OCDE [mais industrializados da economia de mercado] expondo também o seu alto grau de contaminação com papéis tóxicos da mesma cepa.

A saída encontrada pelos governos foi semelhante à estadunidense, socorrer os culpados. Na Europa com a capitalização privada em troca do aumento da dívida pública. Sem nenhuma contrapartida.

O esforço foi em vão, pois a manutenção da total liberdade para o setor permitiu que as mesmas práticas nefastas continuassem.

O rombo continua gigantesco e crescendo, os países perderam a credibilidade para continuarem aumentado o seu endividamento e estão novamente pressionados pelo temor de uma crise bancária arrasadora.

O colchão que existia para amortecer a recessão em 2008 está praticamente extinto. Os efeitos sociais agora serão mais agudos. Povos acostumados com mais direitos do que deveres estão se vendo órfãos do protetor Estado onipresente.

Os governantes e os principais aspirantes hoje estão entre dois grupos.

Até o momento todos optaram pelo minoritário, o que ocupa o topo da pirâmide social. A maioria tende a se expressar cada vez mais raivosamente.

O efeito sobre os deserdados do bem-estar social com uma nova rodada de apoio ao mercado financeiro irá acirrar os ânimos sem garantir a extinção do risco. (…)

Veja galeria de imagens dos protestos contra o capitalismo no mundo

* Análise completa aqui

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O Chefe de Redação


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