Eurobank, com sede em Miami, na Flórida, agora é do Banco do Brasil

Banco do Brasil - Eurobank

AQUISIÇÃO CONCLUÍDA

O Chefe de Redação

Se alguém, por alguma fatalidade, tivesse entrado em coma no final do governo FHC — em 2002, digamos — para recuperar a consciência agora, dez anos depois, certamente custaria a acreditar nos sortilégios e reviravoltas da economia mundial durante o período de apagão cerebral.

Sim, porque para esta pessoa, habituada até então a ver o país humilhantemente de pires na mão batendo às portas do FMI, sempre o primeiro a quebrar ao menor solavanco nas finanças internacionais, ver agora o mundo capitalista a se desmilinguir e, mais impressionante ainda, o Banco do Brasil comprar o Eurobank… aí, vamos combinar, já seria um pouco demais para a cabeça de qualquer um.

O motivo do espanto não seria tanto pelo tamanho da instituição sediada na Flórida e nem pelos valores envolvidos no negócio — baixos, decerto — mas, principalmente, pelo simbolismo da operação: assumir o comando de um banco de varejo nos Estados Unidos.

O BB já havia anunciado em abril passado a assinatura do contrato para aquisição de 100% do capital social do banco estrangeiro, como parte de sua estratégia de internacionalização.

Segundo comunicado divulgado à época, a operação de venda se deu pelo valor de US$ 6 milhões e permitiria que o banco brasileiro passasse a atuar no segmento de varejo nos Estados Unidos.

O Banco Central do Brasil aprovou a operação em agosto. Em dezembro, foi a vez do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), a autoridade monetária estadunidense, dar o aval para a compra.

A escolha do BB não foi por acaso. Com sede localizada em Miami, na Flórida, o Eurobank está em atividade desde 1991. Naturalmente, terá como alvo preferencial os turistas brasileiros que se esparramam em compras frenéticas naquela região.

De acordo com o Fed, o banco conta com ativos totais de US$ 83 milhões e ocupa a 245ª posição entre as instituições da Flórida, com depósitos de cerca de US$ 81 milhões.

Não é nada, não é nada, é um salto inimaginável para um país que apenas uma década atrás tinha poucos motivos mais importantes do que o futebol e o carnaval para se orgulhar.

Com FSP Mercado

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