Epidemia de hepatite afeta 1 em cada 3 pessoas no mundo


Vírus da hepatite no fígado

ESTADO DE ALERTA

Do blog ECOnsciência

De cada 30 pessoas que estiverem reunidas ao seu redor num lugar qualquer — um barzinho, uma igreja ou um ônibus, por exemplo — 10 delas serão portadoras de algum tipo de vírus da hepatite. Inclusive você — estatísticamente falando, claro.

Assim fica mais fácil compreender o alerta da Organização Mundial da Saúde dando conta de que pelo menos um terço da população global — ou 2 bilhões de pessoas — está infectada por doenças hepáticas que matam cerca de 1 milhão de vítimas todos os anos.

E, embora a maioria dos portadores de hepatite não saiba que tem a doença, eles são capazes de transmiti-la sem saber às outras pessoas e, a qualquer momento da vida, ela pode se desenvolver e matá-los ou incapacitá-los, advertiu a OMS.

“Essa é uma doença crônica ao redor do mundo inteiro, mas infelizmente, há uma consciência muito baixa sobre ela, mesmo entre os responsáveis pelas políticas de saúde”, disse o especialista em hepatite das Nações Unidas, Steven Wiersma.

A informação por divulgada em conferência que marcou o primeiro Dia Mundial contra a Hepatite, da ONU, proposto pelo organismo para aumentar a consciência sobre a doença viral, amplamente disseminada por água e alimentos contaminados, sangue, sêmen e outro fluidos corporais.

Wiersma disse que a doença – que tem cinco vírus principais – produziu um “peso surpreendente” sobre os sistemas de saúde ao redor do planeta e tem o potencial de causar epidemias, assim como é a principal causa de cirrose e câncer de fígado.

Dos cinco vírus — chamados A, B, C, D e E –, o B é o mais comum e pode ser transmitido pelas mães aos filhos no parto ou na primeira infância, assim como é transmitido por injeções contaminadas ou pelo uso de droga injetável, diz um novo documento da OMS.

O vírus E, transmitido pela água ou por alimentos infectados, é uma causa comum de surtos da doença nos países em desenvolvimento e é registrado cada vez mais em economias desenvolvidas, de acordo com a OMS.

A OMS diz que vacinas eficazes foram desenvolvidas para combater os vírus A e B e também poderão ser usados contra o D. A vacina contra a hepatite E foi desenvolvida, mas ainda não está amplamente disponível. E não há uma vacina eficaz contra o vírus C.

As campanhas de vacinação tiveram um sucesso considerável em vários países. Cerca de 180 dos 193 Estados membros da OMS agora incluem a vacina contra hepatite B nos programas de imunização infantil, informou a agência.

Mas são necessárias mais ações para prevenir ou controlar a doença. É vital garantir às pessoas já infectadas o direito de testar para a doença e receber assistência e tratamento de qualidade sem demora, declarou o documento da OMS.

Via Minha Saúde

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