Entenda por que a política passou a representar o grande capital

PARA QUE BOLSO VAI O DINHEIRO PÚBLICO?

Políticos e empresários

Há 10 anos assistimos a um ininterrupto bombardeio midiático de desmoralização da política. Há que se ter cuidado para não entrar sem espírito crítico nesta onda demagógica. O que há por trás disso?

O fato é que em nome da gestão esqueceu-se da política. Atenção! Isso ocorreu em todo o mundo e faz parte de um paradigma muito bem elaborado pelo capital, principalmente a partir de Reagan e Thatcher.

A gestão, originalmente, deveria ser o instrumento para maximizar a formulação da política. O que vemos, na atualidade, é a política sendo utilizada como instrumento para maximizar a gestão.

Com os novos “choques de gestão”, os governos privatizaram quase todos os serviços de caráter público, enquanto as pessoas acreditavam nas campanhas sobre o Estado mastodonte e ineficiente.

Empresas públicas foram, então, desmontadas e sucateadas para justificar as suas privatizações. Os políticos passaram a ser representantes dos interesses dos entes privados.

No Brasil, o auge desse processo se deu durante o governo tucano de FHC — pronto para retornar com vigor redobrado através de Aécio, Serra ou algum batman “salvador da pátria”.

Enfim, o objetivo dos formuladores do novo modelo neoliberal foi reduzir os governos centrais e transferir para o particular funções de Estado.

Neste sentido, a própria “gestão” dentro dos governos deixou de priorizar serviços essenciais de natureza pública, coisa que só agora muitos percebem.

Com o lema “crescer, crescer e crescer” passou-se a cuidar com exclusividade das condições para favorecer o desempenho dos grupos financeiros, grandes indústrias e do agronegócio.

Ou seja, o dinheiro público deixou de ser utilizado para investimentos dos chamados serviços públicos essenciais e microempresas, sendo direcionado para potências do setor privado.

Trata-se do festejado “crescimento” que nos moldes atuais aprofundou desigualdades, aumentou as dificuldades no acesso à educação, saúde e transportes públicos.

Como resultado, tornaram-se precárias as condições de vida para a população, exceto para aqueles que podem pagar pelos caríssimos serviços particulares médico-hospitalares e escolas particulares.

A História terá que ser reformulada, porque apenas mudanças cosméticas gritadas nas ruas não funcionarão. A crise não é de conjuntura — é estrutural!

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