Empresas faturam alto com anúncios ‘censurados’ no Super Bowl

A ARTE DE TRANSFORMAR LIMÕES EM SODA

No último domingo, dia 2, aconteceu o Super Bowl 48, a grande decisão da temporada 2013-14 da NFL (liga profissional de futebol americano), disputada entre os times Seattle Seahawks e Denver Broncos.

É o maior evento esportivo dos EUA, assistido por 100 milhões de telespectadores, mais do que o dobro do Oscar. Com uma audiência dessas, cada comercial de 30 segundos chega a custar US$ 4 milhões.

Faturamento do Super Bowl

Para se ter uma ideia do interesse dos anunciantes por visibilidade, a rede Fox, detentora dos direitos de transmissão, arrecadou cerca de US$ 360 milhões, ou R$ 867 milhões pelo câmbio de sexta-feira.

No Brasil, essa grana equivale ao que a Globo fatura ao longo de oito meses com cotas de patrocínio do futebol – campeonatos estaduais, Copa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana e Brasileirão.

Ter um comercial atrelado ao Super Bowl, no coração do capitalismo ocidental, é tão importante para os negócios que as empresas, malandramente, produzem peças publicitárias até para serem rejeitadas.

Por exemplo, companhias que não têm condições de pagar pelos anúncios se candidatam a um espaço e propositalmente produzem um comercial polêmico para que a emissora censure a sua veiculação.

Sim, isso mesmo, a empresa “rejeitada” então usa o veto como propaganda a seu favor e seu comercial ganha o rótulo de “banido”, o que atrai visualizações no YouTube e comentários em redes sociais.

SINTO MUITO, COCA-COLA E PEPSI

Como o Super Bowl é uma megavitrine da produção publicitária norte-americana, a mera menção de que o comercial foi barrado no Super Bowl é suficiente para criar buzz (boca a boca) nas redes sociais.

Com isso, empresas e agências de publicidade conseguem visibilidade para suas ideias e marcas.

O caso mais emblemático de veto este ano foi o comercial da SodaStream, uma marca de refrigerante. Estrelada pela atriz Scarlett Johansson, a peça foi rejeitada pela Fox para virar um hype na internet.

No comercial, Johansson tira um roupão, mostra um vestido sensual, faz poses apelativas e diz “Sorry, Coca-Cola and Pepsi”.  O clima erótico, fora a provocação com os concorrentes (e grandes anunciantes), pode ter sido o motivo da rejeição do refri e da estrela.

Para um brasileiro, o vídeo chega a ser quase pueril. Mas lembremos que o público norte-americano é conservador e costuma ficar bastante escandalizado com imagens com certos teores de sensualidade.

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