artesanato

objetos decoração acessórios bijuterias jóias cofres brindes

xadrez

tabuleiros peças criatividade jogos raciocínio inteligência

veículos

customização jeeps clássicos volantes manoplas reformas

inovação

criação design tecnologia matrizes protótipos projetos

webdesign

sites construção otimização conteúdos consultoria blogs

Início » artigos, blog chefe de redação, economia, mídia & opinião

Economia: velha mídia tenta derrubar otimismo do brasileiro

Enviado por em 2 de novembro de 2011 – 16:06Um comentário


Imprensa derruba ânimo do brasileiro

DOSES DIÁRIAS DE PESSIMISMO

O Chefe de Redação

Alguém pode explicar qual é o propósito da imprensa ao tentar derrubar o ânimo dos brasileiros? O fato é que todos os dias os órgãos da velha mídia insistem em transformar as boas notícias em manchetes sensacionalistas de cunho negativo. Portanto, cuidado com o que você lê nos jornais, ouve nas rádios e assiste na televisão. Tem esquema armado nisso para importar uma crise que não é nossa.

COMO ESCONDER A BOA NOTÍCIA

por Luciano Martins Costa *

Os jornais amanheceram na quarta-feira, 2 de novembro, dia de homenagear os mortos, com o relato de um verdadeiro velório. O sistema econômico global range sob o peso das crises sucessivas e o leitor é atirado de um lado para outro, entre a esperança e o pessimismo, como o navegante sob tempestade.

Deste lado do Atlântico, as águas ainda se agitam pouco, mas a imprensa destaca sinais de desconforto.

Quando o ex-presidente Lula da Silva declarou, há três anos, que a crise financeira de 2008 chegaria ao Brasil “como uma marolinha”, os jornais fizeram manchetes com o catastrofismo de seus opositores. Os fatos lhe deram razão até aqui e o tsunami não chegou às nossas praias.

Mas, no mundo globalizado e interdependente, impossível prever quanto os tremores nos países desenvolvidos vão afetar as economias periféricas e emergentes.

SONHO E PESADELO

As edições de quarta-feira (2/11) dos jornais brasileiros trazem alguns dados que mostram certos efeitos negativos da crise européia sobre a economia brasileira. Mas é preciso cuidado na leitura.

A Folha de S.Paulo, por exemplo, inverte completamente os números para criar um viés negativo no cenário que também tem boas notícias.

Observe o fato central: a balança comercial brasileira obteve em outubro um superávit de US$ 2,35 bilhões, o maior desde 2007. Trata-se de um resultado 28,9% maior do que o saldo obtido no mesmo período do ano passado. Além disso, foram os maiores valores já alcançados para o mês de outubro desde que esse acompanhamento começou a ser feito.

Pois bem, na Folha essa notícia auspiciosa se transforma num pesadelo: os editores do jornal preferem destacar que, nesse quadro otimista, sempre há alguma coisa para assustar o leitor.

A Folha deixa escondida a informação do crescimento das exportações brasileiras e abre o seguinte título: “Com crise, vendas do Brasil para Europa perdem fôlego”.

Na verdade, os dados divulgados pelo governo indicam que as vendas de produtos brasileiros para Espanha, França e Itália cresceram em outubro menos do que a média dos primeiros nove meses do ano. No entanto, comparadas ao mesmo mês do ano passado, as exportações brasileiras para a Europa cresceram mais de 13%, apesar da crise.

O PESSIMISMO COMO OPÇÃO

Na vida real, as exportações brasileiras em outubro deste ano bateram o recorde histórico referente a esse mês. Com a substituição de alguns itens e o aumento das vendas de café, petróleo e minério de ferro, o Brasil praticamente anulou o efeito da crise em seu comércio com os países europeus.

Além disso, as vendas para os Estados Unidos aumentaram mais de 39% em outubro deste ano, índice superior à média de 31,8% registrada nos nove meses anteriores. Apesar de a economia americana estar, como se diz, andando de lado.

E não foi apenas isso: o saldo da balança comercial brasileira no total foi positivo, com o maior superávit dos últimos quatro anos, e as importações também se mantiveram em alta, ou seja, o mercado interno continua aquecido. No entanto, o viés da Folha é absolutamente pessimista. (…)

ALGUÉM EXPLICA?

Claro que há notícias ruins por todo lado. Afinal, o coração do sistema capitalista apresenta sintomas de taquicardia desde setembro de 2008 e não há sinais de remédio capaz de produzir alguma estabilidade.

A solução da véspera, com o suposto acordo para a dívida da Grécia, se transformou em pesadelo com a decisão do governo grego de submeter a proposta a um referendo. Sendo a Grécia o berço da democracia ocidental, qual a surpresa?

Também era esperado que, em algum momento deste ano, a indústria brasileira reduzisse o ritmo. Os estoques para o Natal estão prontos, as compras de equipamentos foram aceleradas até o primeiro semestre e os investidores estão na expectativa de uma solução para o problema europeu.

Mas o que é mais do que sabido vira manchete nos principais jornais do país simplesmente porque é a pior notícia do dia.

Alguém aí pode explicar qual é o propósito da imprensa ao tentar derrubar o ânimo dos brasileiros?

* Completo no Observatório da Imprensa

* * *

O Chefe de Redação


Um comentário »

Comente!

Adicione um comentário abaixo, ou trackback para o seu site. Você pode também inscrever-se para esse comentário via RSS.

Seja elegante. Mantenha-se dentro do assunto, não escreva tudo em maiúsculas e, claro, sem Spam.

(necessário)