Donas de casa rejeitam brindes com imagem de tucano

Íma de geladeira com tucano

Numa linda manhã de sábado ao chegar em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro – onde costumo passar finais de semana, feriadões e parte das férias para escapulir da vida “estressante” do pacato interior mineiro -, encontrei minhas vizinhas locais fulas da vida. Rolava o maior falatório entre a mulherada (em Minas nós pronunciamos muiezada).

O motivo foi a passagem de um caminhão de entregas da Ultragaz, momentos antes, abarrotando as caixas postais da rua – com suas residências típicas das classes B e C – com ímãs de geladeira onde se destaca um tucano bem maroto, como esse que fotografei acima.

Fui conferir e não deu outra: alguns também haviam feito “ninho” junto à minha correspondência, nesse novo tipo de spam do mundo físico. Pra quem já implica com o diabo do bicho por sua conotação política… imagina a bronca.

Enfim, o motivo do alvoroço era a evidente propaganda eleitoral “subliminar” promovida pela fornecedora de botijões de gás – na região da cidade ainda não existe sistema de canalização. Pois de uma hora para outra os caras suspenderam o restante da coleção de araras, papagaios, periquitos e sei lá mais o quê, para concentrar a distribuição apenas no raio do tucano suspeito.

Só para botar pilha na discussão, como quem não quer nada (elas nem imaginam que eu sou blogueira) contei que havia lido por aí (no Luis Nassif) que o presidente do grupo Ultra, Paulo Cunha, era um mega-empresário entusiasta da candidatura José Serra à presidência da República. Simples assim. Foi um ahhhhh geral.

Mas o que interessa nessa bobagem, nesse “trololó” todo, é que as empresas de entrega domiciliar de gás travam uma concorrência que já descambou para uma feroz batalha – casa a casa, botijão a botijão e brinde a brinde – para garantir maior presença nesse mercado ultra competitivo e, imagino, lucrativo como poucos.

Só que, de repente, surge um “jênio” (como diria o PHA) do marketing, totalmente sem noção, com tucanos para torrar a paciência das donas de casa, justo num país que tem um Presidente com mais de 80% de aprovação popular e, em contrapartida, um candidato de oposição com índices recordes de rejeição.

Depois a empresa começa a afundar, como ocorre atualmente com a Rede Globo – os índices de queda na audiência no Rio não me deixam mentir -, e os sujeitos ficam sem entender o motivo. Eu, por exemplo, só e apenas por isso deixei de comprar o gás de cozinha daquela marca. Da mesma forma que não sintonizo mais na Globo. E posso dizer? Minhas vizinhas petropolitanas também.

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