Concorrentes da Globo querem trocar Ibope por instituto GfK

VELHA MÍDIA DESCONFIA DA SUA AUDIÊNCIA

Pesquisas de audiência

Uma única emissora de televisão deu apoio à ditadura militar, fraudou apuração de votos, indicou ministros da economia, manipulou debates eleitorais, derrubou presidentes, apoiou a privataria neoliberal, sonegou impostos e pagou propinas a agências de publicidade.

Se ela, entre tantas e tantas outras, foi capaz de tudo isso para ampliar o seu império, imagina o que não fez para se manter durante décadas na liderança da audiência, medida por um único instituto de pesquisas.

Por não confiar nos resultados atuais, as emissoras SBT, Record, Band e RedeTV! se articulam para firmar contrato, já em outubro, com a alemã GfK – Gesellschaft für Konsumforschung, a quarta maior empresa de pesquisa de mercado do mundo.

A intenção é que o instituto germânico ofereça um novo aferidor de audiência em televisão no Brasil – mais rápido, mais barato e, principalmente, mais imparcial que o do convenientemente acomodado Ibope.

A Globo, como era de se esperar, não demonstrou interesse em alterar os atuais modelos de pesquisa da audiência. E para o Ibope, a chegada de um outro instituto é uma espécie de pressão das emissoras que vivem em pé de guerra com o atual padrão de medição.

A estratégia da GfK é clara: ela chega ao Brasil para também entrar na festa do bilionário e ultraconcentrado mercado de pesquisas de intenção de votos durante as eleições majoritárias de 2014.

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