Como as campanhas de segurança no trânsito deveriam ser

PERIGO SOBRE RODAS

Do blog HotGaragem

Ao contrário das cenas veiculadas em outros países, o brasileiro não tolera campanhas publicitárias mais fortes, mostrando a violência no trânsito. No fim, ficam parecendo anúncios de cerveja, onde tudo acaba em praia e funk.

Quando o governo tenta, por meio das agências, fazer uma comunicação mais dura e realista, muita gente reclama. Daí saem sempre propagandas insossas, que não fazem a pessoa realmente parar para pensar.

Todo ano, uma guerra da pesada provoca mais mortes que o maior conflito militar de nossa história, a Guerra do Paraguai, que durou mais de cinco anos. Algo comparável ao número de baixas norte-americanas, na Guerra do Vietnã, conflito que durou 20 anos e ocasionou, naquele país, inúmeros protestos para cessar a invasão militar.

Perigos da imprudência ao volante

Os conflitos no sudeste asiático ocorreram entre 1955 e 1975. Lá, morreram 58.193 soldados dos EUA. O trânsito brasileiro matará 50.241 pessoas no país, apenas em 2014, levando-se em conta somente o crescimento anual de 4% que se tem verificado nos últimos 10 anos.

Ou seja, sem computar o aumento de tráfego que ocorrerá por conta da Copa do Mundo. E quanto mais tráfego, mais mortes. No Brasil, perdemos quase um Vietnã por ano e ninguém se mobiliza.

Nas Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010), foi verificado um aumento de aproximadamente 30% no tráfego rodoviário. Durante o Carnaval brasileiro a Polícia Rodoviária estima que o tráfego rodoviário aumenta em torno de 40%, índice que deve se repetir em 2014, no período dos jogos.

A verdade é esta: temos um trânsito de trogloditas, um dos mais violentos do mundo, com grande saldo de mortos, feridos e inválidos. O vídeo acima é uma campanha da República Tcheca contra acidentes.

Há outros, da Espanha e da Austrália, mostrando cuidados para se proteger crianças no veículo. No Brasil, os acidentes de trânsito ainda são a principal causa de morte de crianças até os 14 anos de idade, segundo o Ministério da Saúde. Tem outro, muito forte, da Irlanda, sobre a combinação fatal entre direção e bebida.

É mais do que hora de preparar corações e mentes para tratar essa manada de trogloditas que são os motoristas do Brasil.

Foi assistindo, na hora do jantar, os filhos morrendo nos pântanos vietnamitas, que a sociedade estadunidense despertou para a irracionalidade da guerra.

Também é preciso esfregar nos olhos da sociedade brasileira a brutalidade diária do nosso trânsito.

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