Cinzas do vulcão Puyehue viram ‘areia movediça’ em lago de Bariloche

PEDRA-POMES EM SUSPENSÃO

Do blog ECOnsciência

Jornais argentinos chamam de “areia movediça” a espessa camada de detritos vulcânicos que, depois de se aglomerar como ilhas na superfície das águas do lago Nahuel Huapi, passou a ser empurrada pelo vento até se acumular nas orlas de Villa La Angostura e Bariloche.

Geólogos que explicam que a erupção do vulcão chileno Puyehue traz uma quantidade imensa de gases que, em contato com a umidade e baixas temperaturas a grandes altitudes, se solidifica e se transforma em pedra-pomes. É esta rocha espojosa e menos densa que a água que, misturada às cinzas, vem se precipitando no sul do continente.

Cinzas do vulcão Puyehue

Cenas como as mostradas neste vídeo são consideradas raríssimas. Neste mesmo lugar, em 1960, ocorreu uma espécie de “lagomoto” — movimento súbito das águas do lago — provocado pelo maior terremoto já registrado no planeta, de 9,5 pontos na escala Richter, que destruiu o antigo porto de Bariloche. O fenômeno foi acompanhado, dois dias depois, de uma grande erupção do Puyehue.

Obviamente, os hoteleiros e comerciantes da região já dão como perdida a atual temporada de turismo. Por seu histórico anterior, o vulcão chileno deverá se manter em atividade por pelo menos dois meses. Durante esse período não restará outra alternativa que não seja manter os serviços de limpeza e retirada dos detritos. Para que tudo esteja em ordem no ano que vem.

Coberto de cinzas do vulcão chileno

Mais informações e vídeos no MDZ, com galeria de imagens do Clarín

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