Brasileiro não se importa de ter chefe como amigo no Facebook

A INVASÃO DE INTIMIDADE NA REDE SOCIAL

Trogloditas do facebook

A Cachaça da Happy Hour

Todo mundo reconhece que os alemães, além de super avançados no trato com a coisa tecnológica, são extremamente formais e reservados fora do seu círculo mais íntimo. Estes traços da personalidade germânica se acentuam ainda mais no ambiente profissional.

Os brasileiros, ao contrário, recém-saídos das cavernas analógicas graças às recentes políticas de inclusão digital, são informais e espaçosos em qualquer lugar que frequentem. Estas características se revelam até nos locais de trabalho, no relacionamento com as chefias.

E não vai, aí, nenhum juízo de valor maniqueísta quanto às peculiaridades de cada cultura — sobre qual padrão específico de conduta é melhor ou pior.

Mas talvez isto explique, ao menos em parte, uma interessante pesquisa feita pela consultoria de recrutamento Robert Half indicando que os brasileiros estão entre os profissionais que mais se sentem confortáveis em adicionar os chefes no Facebook.

Enquanto na média mundial, entre 13 países analisados, 19% dos funcionários admitiram se sentir “muito confortáveis” com o boss na lista de amigos, entre os brasileiros o índice disparou para 41%. Entre os profissionais da Alemanha, a taxa cai para 8%.

Inversamente, apenas 7% dos brasileiros reconheceram não estar “nada confortáveis” em ter o superior na rede social, enquanto na Alemanha esse desconforto quintuplica, chegando a 36% dos profissionais.

Quanto a ter colegas de trabalho entre os amigos do Facebook, 51% dos brasileiros afirmaram estar “muito confortáveis” com a situação, contra uma média mundial de 25%. Somente 4% dos brasileiros se dizem “muito desconfortáveis” com a situação.

Mesmo assim, para a consultoria, se o internauta decidir adicionar companheiros de firma e clientes na rede social, a sugestão é manter uma abordagem inteiramente profissional. “Evite colocar o que você comeu hoje ou em qual bar você vai à noite”.

A recomendação é separar as redes (também de intrigas): questões pessoais ficariam restritas ao Facebook e as profissionais utilizadas pelo LinkedIn e Twitter, por exemplo. E lembre-se: a preocupação maior, além da marca que o profissional representa, é a sua própria marca pessoal.

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