Brasil é quem mais diminui desigualdade de renda entre os Brics

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O Chefe de Redação

Numa disputa em que os principais e mais famosos competidores ficam correndo para os lados ou para trás, ganha a corrida aquele que for capaz de dar um único passo à frente, por menor que seja.

É com esta analogia que o insuspeito Delfim Netto — porque ex-czar da economia durante a ditadura militar — costuma reagir às duras críticas ao atual ritmo do nosso desenvolvimento econômico.

O ex-superministro se revela particularmente indignado com os que ignoram a proeza que é crescer num cenário de grave crise financeira como a que assola os chamados países do “primeiro mundo”.

O que dizer, então, do pibinho brasileiro, termo pejorativo cunhado pela velha mídia neoliberal para nos comparar com o pibão chinês, quando todos sabem que o modelo de crescimento do país asiático é sustentado a ferro e fogo no lombo do trabalho semi-escravo?

Não é por outra razão que a imprensa millenarista esconde que, entre as cinco maiores economias emergentes, o Brasil foi a que mais diminuiu a desigualdade socioeconômica nas últimas duas décadas.

A conclusão consta de estudo comparativo, feito no ano passado com base em dados de organismos multilaterais internacionais como as Nações Unidas e o Banco Mundial, publicado pelo Observatório das Desigualdades da Universidade de Lisboa.

Entre os Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil foi o único que “conseguiu diminuir consideravelmente a desigualdade de renda” nos últimos 20 anos, saindo de um coeficiente Gini de 0,61 em 1990 para 0,54 em 2009.

No índice (um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países), criado pelo estatístico italiano Corrado Gini, zero representa a igualdade total de renda.

Em sentido contrário, nas duas últimas décadas, os demais países tiveram concentração de renda:

“A África do Sul obteve um crescimento acentuado no Gini, que passou de 0,58 em 2000 para 0,67 em 2006 (…)

A Rússia apresentou grandes oscilações no Gini, que foi de 0,24 em 1988 para 0,46 em 1996. Em 2002, o índice caiu para 0,36 e voltou a subir em 2008 para 0,42 (…)

E a China e a Índia apresentaram em 2005 um coeficiente de Gini de 0,42 e 0,37, respectivamente”, mostra o trabalho.

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