Bichos estão encolhendo devido ao aquecimento global


Cão dentro da xícara

MINI FAUNA

Do blog ECOnsciência

Mais de 1 bilhão de pessoas vivem muito próximas do limite da fome, num planeta que se encontra a poucos dias de completar um número redondo, segundo a ONU, de 7 bilhões de bocas para alimentar.

Para complicar a tarefa de produzir comida para tanta gente, as mudanças climáticas estão reduzindo o tamanho de espécies animais e vegetais, muitas delas fontes vitais de nutrição para a humanidade.

De microorganismos a predadores de topo de cadeia, cerca de 45% das espécies da fauna e da flora vêm crescendo menos ao longo de múltiplas gerações devido ao aquecimento global.

A influência das temperaturas em rápida elevação e as mudanças nos padrões de chuva no tamanho das espécies podem ter consequências imprevisíveis e possivelmente severas.

Cientistas já tinham estabelecido que mudanças climáticas recentes provocaram alterações radicais no habitat e no timing dos ciclos reprodutivos.

Mas o impacto no tamanho de plantas e animais teve menos atenção, alertou um estudo publicado na revista Nature Climate Change.

Analisando registros fósseis, pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura descobriram que, no passado, períodos de temperaturas elevadas fizeram tanto os organismos marinhos quanto terrestres diminuírem progressivamente.

Durante um evento de aquecimento, 55 milhões de anos atrás — frequentemente considerado análogo à mudança climática atual — besouros, abelhas, aranhas, vespas e aranhas encolheram entre 50% e 75% em um período de alguns milhares de anos.

Mamíferos, tais como esquilos e ratos-de-madeira também diminuíram em cerca de 40%.

Um fenômeno parecido estaria a ocorrer agora com os bichos que conhecemos pois o ritmo do aquecimento atual é muito maior do que durante o período conhecido como Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (MTPE). Segundo o estudo, este também começou a ”encolher” dezenas de espécies.

Entre os 85 exemplos citados, 45% não foram afetados. Dos remanecentes, quatro em cada cinco ficaram menores e apenas um quinto ficou maior.

Parte deste encolhimento surpreendeu os estudiosos. Eles esperavam que as plantas ficassem maiores com o aumento das concentrações de dióxido de carbono, mas muitas acabaram atrofiadas devido a mudanças na temperatura, na umidade e nos nutrientes disponíveis.

Nos animais de sangue frio, como insetos, répteis e anfíbios, o impacto é direto: experimentos sugerem que a elevação de um grau Celsius se traduz em um aumento de 10% no metabolismo, dinâmica segundo a qual um organismo usa energia. Isto, por sua vez, resulta em uma redução de tamanho.

Mais informações sobre o assunto no Terra

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Blog ECOnsciência Inovadora


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