Axé music e pagode baiano não podem mais ofender a mulher

Lei antibaixaria na Bahia

ABUSOS MACHISTAS NA MIRA DA LEI

A Cachaça da Happy Hour

Ninguém, em sã consciência, deve ser a favor de qualquer tipo de censura. O problema é que sempre aparecem uns degenerados que, em nome da cultura musical, se acham no direito de se manifestar “artisticamente” da seguinte forma: “Eu não gosto das gatinhas, eu só gosto das cachorras. Late que eu tô passando”.

E em razão de coisas desse nível, músicas com temas “maliciosos” começarão a ficar mais raras nas festas da Bahia. Um projeto, conhecido como “lei antibaixaria”, foi aprovado na noite desta terça-feira, 27, em votação na Assembleia Legislativa.

O projeto, de autoria da deputada Luiza Maia (PT), proíbe o poder público de contratar artistas cujas músicas “desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento”.

A votação, que já tinha sido adiada por várias vezes, começou às 14h e terminou por volta das 20h. Dos 52 deputados presentes, nove votaram contra o projeto.

Os parlamentares votaram também duas emendas.

Inicialmente, o projeto atingia artistas cujas letras e coreografias poderiam ofender as mulheres. Após discussão, os parlamentares optaram por retirar a parte que falava sobre as coreografias — a justificativa é que seria difícil fiscalizar esse tipo de ação.

Outra emenda, que estendia o veto aos grupos “que fazem apologia a drogas ilícitas e incentivam a homofobia”, também foi aprovada.

POLÊMICA

O projeto da “lei antibaixaria” causa polêmica no meio musical por representar uma ofensiva contra letras de ritmos como o “pagode baiano”, gênero popular entre as classes mais pobres.

A deputada Luiza Maia se defende. “São letras que estão sempre rebaixando a mulher.” Ela cita alguns trechos que se aplicam ao projeto, como o que diz “eu não gosto das gatinhas, eu só gosto das cachorras” e tem o refrão “late que eu tô (sic) passando”.

“É mais pornografia que dança. É uma coisa que dá nojo. Esse tipo de música estava só crescendo, a gente precisava desse freio”, afirma.

Agora, o projeto deve seguir para sanção do governador Jaques Wagner (PT).

Segundo Maia, em setembro do ano passado ele assinou um abaixo-assinado em que declarava apoio à proposta.

Fonte

2 comentários em “Axé music e pagode baiano não podem mais ofender a mulher

  • 29 de março de 2012 em 13:36
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    ki po®®@ nenhuma o pagode é essencial na Bahia
    vcs ñ podem fazer nada pra mudar isso (o nome do assunto é A BRONKKA vcs querendo ou ñ )

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  • 29 de março de 2012 em 11:37
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    Eu acho que isso não vai interferir muito no pagode por que as bandas só não vão poder ser contratadas por prefeituras mas vão poder ser contratadas por Blocos de carnaval,micareta e etc…

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