Armação: Brasil de Neymar, Galvão & Cia goleia seleção fake da China

Jogador Neymar - Seleção

A CAVADINHA DA CBF E DA REDE GLOBO

Do blog BananaPost

É esta a nossa outrora gloriosa Seleção Canarinho: a Seleção Maguila, a Seleção da Era Mano e da Rede Globo. Fiquem certos os mais jovens: nunca foi assim. Nunca passamos vergonha por medo, nunca precisamos de vitórias questionáveis contra seleções ridículas para segurar treinadores e dar confiança a jogadores. Podíamos nem ter bons atletas, mas ao menos tínhamos coragem. Éramos homens em campo.

A SELEÇÃO ‘MAGUILA’ DE FUTEBOL

por O Escritor *

Muitos se lembram do simpático ex-pugilista Adilson Rodrigues, o Maguila, um bom boxeador em nível regional que alguns brasileiros espertos tentaram elevar à categoria de fenômeno internacional.

Para fazer cartel, como se chama no boxe (acumular vitórias), Maguila lutava contra sparrings e pugilistas inexpressivos, alguns barrigudos e flácidos, em lutas transmitidas como se fossem espetáculos inesquecíveis da Nobre Arte pelo locutor Luciano do Valle.

Quando ousou enfrentar pugilistas de destaque dos EUA, precisou de uma ajudinha dos juízes num resultado que entrou para a história do boxe, no Maracanãzinho. Em lutas para valer nos EUA beijou a lona, mas tornou-se “campeão mundial” por uma obscura associação.

Pois bem, parece que a História se repete, e desta vez como segunda farsa. Estamos vendo nos gramados a Seleção Maguila de Futebol.

Desde que o técnico Mano Menezes pediu à CBF para desmarcar amistosos contra boas seleções, como a Espanha e a Itália, no final de 2011, optando por jogar contra Gana, Gabão e Egito para virar motivo de chacota internacional, a seleção adotou a tática Maguila a fim de permitir ao seu treinador fazer cartel e evitar, assim, derrotas humilhantes contra grandes adversários.

Quem acompanha a seleção há décadas e já teve de conviver, infelizmente, com técnicos como Falcão, Lazzaroni e Leão, sabe que mesmo nos piores momentos nunca tivemos medo. Na linguagem futebolística, nunca fugimos do pau. Até a Era Mano Menezes. Até a Seleção Maguila de Neymar & Cia.

O primeiro resultado dessa tática covarde, motivada em parte pela pior colocação da seleção na história da Copa América, foi a perda de uma medalha de ouro fácil nos Jogos Olímpicos 2012. E há dois anos não ganhamos de nenhum time importante.

Após o fiasco em Londres, Galvão Bueno, que faz o papel então reservado a Luciano do Valle, tentou convencer o País de entrávamos numa fase de “reinício de trabalhos” – e não, obviamente, de continuidade: o mesmo treinador, os mesmos jogadores, a mesma tática, os mesmos adversários.

Goleamos a China por 8×0 na última segunda, 10/09.

Mas quem é a China?

Uma seleção já eliminada da Copa do Mundo de 2014 num grupo de quatro seleções que contava com Iraque, Jordânia e Cingapura.

Iraque (do treinador Zico) e Jordânia se classificaram para a fase seguinte. A China ocupa atualmente a 78ª colocação no ranking da Fifa (África do Sul, penúltimo adversário da Seleção, ocupa a 74ª colocação).

Como a grande mídia não gosta de fazer jornalismo, nós fazemos. Veja essa curiosa diferença de escalação inicial, do último jogo da China nas eliminatórias para o jogo da vitória maguiliana.

China 3×1 Jordânia. Escalação: C. Zeng, X. Sun, P. Zhao, L. Zhang, J. Liu, J. Hao , T. Chen , S. Qin, H. Yu, P. Lu., L. Gao.

Brasil 8×0 China. Escalação: Dalei; Lin, Jianye, Lu Peng e Xiang; Yang, Hanchao, Zhao Peng e Xuri; Zhi e Ting.

Isso mesmo. A seleção que derrotamos por um placar patético não é sequer a escalação principal da patética equipe chinesa (aliás, a seleção com o pior ranking enfrentada na Era Mano).

Agora pensemos alto. Temos a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014. Qual é a utilidade de jogar partidas em que ficamos 90% do tempo no campo do adversário? Testa-se a defesa, o meio de campo, o ataque – este, contra defesas eficientes?

Que conclusões podem ser tiradas sobre o desempenho dos jogadores se estamos jogando contra seleções que não participarão dos principais torneios que precisamos ganhar? Quando esses atletas jogarão contra grandes seleções, aquelas que precisamos derrotar para conseguir títulos? Que treino é esse?

Seleções principais derrotadas na Era Mano: Estados Unidos, Irã, Ucrânia, Escócia, Romênia, Equador, Gana, Costa Rica, México, Gabão, Egito, Bósnia, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, África do Sul e China.

Esta é a nossa turma.

Só há duas utilidades efetivas nesses jogos: fazer cartel para o treinador e vender jogadores para o exterior.

É esta a nossa outrora gloriosa Seleção Canarinho: a Seleção Maguila, a Seleção da Era Mano.

Fiquem certo os mais jovens: nunca foi assim. Nunca passamos vergonha por medo, nunca precisamos de vitórias questionáveis contra seleções ridículas para segurar treinadores e dar confiança a jogadores.

Podíamos nem ter bons jogadores, mas ao menos tínhamos coragem. Éramos homens em campo.

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* Comentarista do Luis Nassif (com humor de Natan Almeida no Blocharge)

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