Anéis de papel reciclado se transformam em belas joias literárias

O BRILHO DAS FOLHAS DOS VELHOS LIVROS

Reciclagem de livros e revistas

Há registros sobre a existência de bijuterias e adornos de papel praticamente desde a invenção da pasta com fibras de celulose, 100 a.C. pelos chineses, que viria a substituir o papiro e o pergaminho.

Mais recentemente, os acessórios pessoais evoluíram das formas moldadas em papel machê colorido para anéis, brincos, pulseiras e colares produzidos com folhas usadas em publicações impressas.

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A técnica tradicional, como o exemplo a seguir de Liz Hamman, era enrolar tiras grudadas e fazer o boleamento da superfície para criar efeitos. Ou simplesmente colar canutilhos por imersão em cola.

Mas foi Jeremy Mays quem se transformou em celebridade ao criar uma extensa coleção de “joias literárias”. Sua maior sacada foi abrir cavas a laser no miolo de livros para transformá-los em estojos.

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Embora não revele os segredos de sua técnica de laminação, o inglês não utiliza os confetes originais para confeccionar os anéis. Eles são feitos antes e o perfil externo reproduzido depois como nicho.

Se, por um lado, exige paciência colar vários conjuntos de folhas inteiras, para então formar os blocos mais espessos em diversas tonalidades, o trabalho de usinagem manual se assemelha ao dos ourives.

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De cada placa formada pelo empilhamento horizontal das folhas são cortados vários modelos, assim como os contornos finais obtidos através de furadeiras, lixadeiras e fresas em microrretíficas rotativas.

Podem ser peças inteiriças ou montagens coladas. O acabamento ideal é com a aplicação de uma grossa camada de verniz automotivo. E o alto brilho final alcançado com pasta de polimento e cera.

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