Alto consumo de carboidratos aumenta o risco de desenvolver Alzheimer

Alimentação de idosos

PÃO, MASSA, FEIJÃO E BATATA EM EXCESSO

Do blog ECOnsciência

Idosos que mantêm uma dieta rica em carboidratos são quatro vezes mais propensos a desenvolver transtorno cognitivo leve (TCL), um precursor para a doença de Alzheimer.

Uma alimentação exagerada em açúcar também aumenta bastante este risco, segundo estudos da respeitada Clínica Mayo, nos Estados Unidos.

Por dieta rica em carboidratos, os pesquisadores consideraram o alto consumo de alimentos ditos carboidratos complexos (arroz, pão, massas, cereais), que o sistema digestivo transforma em açúcares, e de carboidratos simples (frutas, legumes e produtos lácteos, por exemplo).

Por outro lado, dietas ricas em proteínas e gorduras boas parecem oferecer alguma proteção aos mais velhos: os idosos que consumiam bastante dessas classes de alimento eram menos propensos a sofrer declínio cognitivo.

Pesquisas confirmam que pessoas cujas dietas eram mais ricas em gorduras “boas”, como as encontradas em nozes e óleos saudáveis, eram 42% menos propensas a ter disfunção cognitiva. Aquelas com uma alta ingestão de proteínas (como carne e peixe) tiveram um risco reduzido de 21%.

No Brasil, estima-se que haja 1 milhão e 200 mil pessoas com Alzheimer. Mas o quadro pode ser pior: outros levantamentos estimam que 6% dos 15 milhões de idosos brasileiros sofram com a doença.

Enquanto nem todos com comprometimento ou transtorno cognitivo leve desenvolvem Alzheimer, muitos acabam, de fato, com a doença. Pesquisas anteriores sugeriram que 10 a 15% das pessoas com TCL desenvolvem demência todos os anos.

TCL é definida como a perda de memória aparente para o indivíduo e aqueles à sua volta, mas com ausência de sintomas de demência, como mudanças de personalidade e humor.

Especialistas afirmam que é importante identificar as pessoas com TCL, pois eles podem estar nos estágios iniciais da doença e mais susceptíveis a se beneficiar de um tratamento precoce no futuro.

O ESTUDO

Os pesquisadores analisaram 1.230 pessoas com 70 a 89 anos e pediram-lhes para fornecer informações sobre o que comeram no ano anterior.

Entre esse grupo, apenas 940 pessoas que não apresentaram sinais de comprometimento cognitivo foram convidadas a retornar para acompanhamentos a cada 15 meses.

No quarto ano do estudo, 200 dos 940 estavam começando a mostrar comprometimento cognitivo leve, como problemas de memória, linguagem, pensamento e julgamento.

De fato, em comparação com os 20% de pessoas com o menor consumo de carboidrato, os 20% com o maior consumo tinham um risco 3,68 vezes maior de apresentar TCL.

“Se nós pudéssemos impedir o desenvolvimento de TCL, talvez pudéssemos impedir as pessoas de desenvolver demência. Uma vez que a pessoa chega ao estágio de demência, é irreversível”, disse Rosebud Roberts, principal autora do estudo.

CARBOIDRATOS = INIMIGOS?

Segundo Roberts, uma alta ingestão de carboidratos pode ser ruim porque eles impactam o metabolismo da glicose e insulina.

“Açúcar abastece o cérebro, portanto a ingestão moderada é boa. No entanto, níveis elevados de açúcar podem impedir o cérebro de utilizá-lo como combustível, semelhante ao que vemos com a diabetes tipo 2”, explica.

Os níveis elevados de glicose podem afetar vasos sanguíneos do cérebro e desempenhar um papel importante no desenvolvimento das placas amiloides beta, proteínas tóxicas para a saúde cerebral que são encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer, e que podem ser a principal causa da doença.

Com HypeScience

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