A subversão: bancos privatizam ganhos e socializam perdas

99% mais pobres versus 1% mais ricos

PARCERIA COM LADRÕES E CHANTAGISTAS

O Chefe de Redação

A relação, inerentemente simbiótica, entre bancos e governos foi recentemente subvertida.

Na época medieval, os banqueiros ricos emprestavam aos reis e aos príncipes, que eram os seus maiores clientes. Mas agora são os bancos que estão necessitados e dependentes dos governos para se provisionarem, como durante os resgates pós-2008, que os salvaram de uma falência causada pelos seus maus empréstimos ao setor privado e pela jogatina especulativa.

Ainda assim, os bancos continuam a chantagear os governos — não por terem dinheiro em caixa, mas sob a ameaça de uma falência que arrastaria consigo toda a economia, caso não lhes seja dado um controle completo da política fiscal, dos gastos e do planejamento econômico público.

Este processo está mais avançado nos Estados Unidos, porém toma impulso no sul da Europa.

Alguns economistas encaram a enorme transferência de dinheiro e dívida pública para os bancos como uma “privatização dos ganhos e uma socialização das perdas. É uma parceria na qual um dos parceiros rouba o outro”.

Saiba mais sobre esta realidade de tipo criminal que inova no campo das fraudes lendo: Como os bancos romperam o contrato social ao promoverem os seus interesses particulares.

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