A Privataria Tucana já é o livro mais vendido do país

Livro de Amaury Ribeiro Jr.

APESAR DA CENSURA DA IMPRENSA VENDIDA…

Do blog ECOnsciência

A enxurrada arrebentou o dique. Não há mais como conter o furacão. Venceu a liberdade de expressão na blogosfera e redes sociais. O exército de guerrilheiros virtuais furou o bloqueio da velha mídia venal e seus colunistas amestrados. Comprar, recomendar, baixar e ler em PDF está sendo um verdadeiro ato de desobediência à vontade do PiG — o Partido da imprensa Golpista. (*)

FENÔMENO ESPONTÂNEO DE VENDAS 

Lançado em 9 de dezembro deste ano, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., alcançou o topo do ranking de livros mais vendidos do site especializado em mercado editorial PublishNews.

O site contabiliza as vendas de 12 livrarias – Argumento, Cultura, Curitiba, Fnac, Laselva, Leitura, Martins Fontes SP, Nobel, Saraiva, Super News, Travessa e da Vila.

A obra aponta irregularidades nas privatizações ocorridas durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O livro afirma também que amigos e parentes de José Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e movimentaram milhões de dólares entre 1993 e 2003.

Um dos parentes de Serra citados nas acusações é a filha do ex-governador, Verônica Serra.

De acordo com o livro, ela foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet. Verônica é irmã do banqueiro Daniel Dantas [do Opportunity, que Gilmar Mendes, do STF, não deixou algemar], proprietário até 2005 da antiga Brasil Telecom, empresa formada com a privatização da Telebrás.

Entre 12 e 18 de dezembro — última contabilização –, foram vendidos 9.032 exemplares do livro, que ficou atrás somente da biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson (17.784 unidades vendidas), da ficção “As esganadas”, de Jô Soares (16.150), e de “O Cemitério de Praga”, do semiólogo italiano Umberto Eco (9.083).

Na semana anterior (5 a 11 de dezembro), foram vendidos 2.414 exemplares do título em três dias, já que a obra foi lançada no dia 9.

Livro-bomba de Amaury Ribeiro Jr.

Segundo a Geração Editorial, que publicou o livro, a primeira edição teve uma tiragem de 15 mil exemplares, que se esgotou na editora. Foram reimpressas 60 mil unidades, já que, de acordo com a Geração Editorial, cerca de 50 mil já tinham sido vendidas às livrarias antes de o lote checar à editora.

A Fnac informou que os exemplares da primeira edição do livro se esgotaram em três dias, e que o principal canal de vendas foi a internet. Uma nova encomenda foi feita no mesmo dia, mas os livros sumiram das prateleiras em três dias. Quanto à segunda edição, que chegou às lojas no último dia 16, a Fnac adiantou que 25% dos exemplares já tinham sido comprados por clientes na pré-venda.

A livraria comparou as vendas de A Privataria Tucana, nos primeiros dias após o lançamento, às de grandes apostas editoriais do ano, como a biografia de Jobs e o último livro de Jô Soares. Assim como o próprio autor, a Fnac atribui a grande procura pelo livro à repercussão dada ao título nas redes sociais.

Já a Saraiva afirmou que, para um período de cinco dias, o livro bateu o recorde histórico de encomendas na Saraiva.com. A empresa aponta que as vendas foram impulsionadas pelo destaque que o título ganhou nas redes sociais. Na Livraria da Folha, a obra foi a mais vendida entre todas as categorias na semana de 19 a 26 de dezembro.

O autor, Amaury Ribeiro Jr., se disse surpreso com a vendagem. “Ninguém esperava. Os editores não esperavam, as livrarias não esperavam”, disse. “As redes sociais têm participação importante. Hoje já não se precisa mais de repercussão em programas de TV, em grandes veículos”, afirmou.

Ribeiro Jr. afirmou que o livro é uma “cartilha sobre lavagem de dinheiro” e trabalhou na obra de 2000 até poucos dias antes da publicação. “Na época que comecei a apurar só se falava disso na imprensa”.

O autor disse que seu interesse surgiu a partir das “lacunas que ficaram da história das privatizações” e que os documentos contidos na obra são todos “legais, obtidos na Justiça e no próprio Congresso Nacional.”

O autor trabalhou, como jornalista, na Folha de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, IstoÉ e Estado de Minas, entre outros veículos.

* Comentários de Esquiber e Carlos_ojsp no Luis Nassif

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