artesanato

objetos decoração acessórios bijuterias jóias cofres brindes

xadrez

tabuleiros peças criatividade jogos raciocínio inteligência

veículos

customização jeeps clássicos volantes manoplas reformas

inovação

criação design tecnologia matrizes protótipos projetos

webdesign

sites construção otimização conteúdos consultoria blogs

Início » artigos, consciência

A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões uma estatística

Enviado por em 12 de julho de 2011 – 00:41Comente

Ilusão de Ótica

ILUSÃO DE VIDA E MORTE

Por Antonio Francisco *

Ao contrário do que muitos acham, viver e morrer são fenômenos complementares. Não são antitéticos.

Morrer, segundo decidiu a Natureza, é tão crucial para a manutenção do Reino Animal que ela (Natureza) designou o Acaso para cuidar do assunto.

Mas, prudente, cuidou ainda de colocar em cada ser algum dispositivo para levá-lo à morte.

Exemplificando: um diabetes aqui, uma fragilidade na artéria ali, ou alguma outra coisinha que me fragilize, dispondo-me ao morrer, querendo eu, ou não.

Não satisfeita, disparou acidentalidades por toda parte: geadas, fogaréus, falta d’água, contaminações naturais, venenos, tudo ao redor, para facilitar o processo de matar/morrer.

Sabedora das espertezas da espécie humana (que viria mais cedo ou mais tarde de dentro do Reino Animal e, dentre outras coisas, tentaria atrapalhar as regras naturais) dotou-nos ainda de mecanismos inconscientes que buscam nossa morte à revelia da gente. Assim é que nos rodeamos de utilidades como fogão a gás, eletricidade, produtos químicos, ou seja, um arsenal a disposição a nosso redor para, quem sabe, conduzir-nos ao apagão eterno.

Isto ficou mais visível nos tempos atuais: as festas nas noites ficaram mais cheias de riscos; bebidas ou outras drogas são parceiras de carros nas madrugadas para levar pessoas a morrer.

Infelizmente não dá para concluir que todo prazer é mortal, porque também se pode concluir que todo desprazer é mortal.

É claro que se percebe haver pessoas mais suscetíveis (mais inclinadas) a morrer, do que outras. Mas isto, para o Acaso, não tem a menor relevância. O dia de cada qual, chega.

Os gregos d’antanho, que bestas não eram, perceberam em cada ser vivo este encaminhar-se para a morte – até mesmo mediante experimentações cotidianas, como no caso do sono (Hipnos, na língua deles). A ponto de dizerem que Hipnos é irmão gêmeo de Tânatos, a morte.

Eles vislumbraram que nós, humanos, experimentamos um pouquinho a cada noite, virtualmente, como será nosso tempo depois de mortos.

Dito isto, tenhamos um bom dia!

* Antonio Francisco é um dos melhores comentaristas habituais do blog do Luis Nassif

Comente!

Adicione um comentário abaixo, ou trackback para o seu site. Você pode também inscrever-se para esse comentário via RSS.

Seja elegante. Mantenha-se dentro do assunto, não escreva tudo em maiúsculas e, claro, sem Spam.

(necessário)